Segurança: denúncia auxilia PM na apreensão de grande quantidade de drogas no carnaval

Ligação anônima ajudou policiais a localizarem indivíduo com entorpecentes sintéticos e maconha, além de uma boa quantia em dinheiro (R$ 955). Suspeito foi interceptado pela polícia durante a terça-feira de folia

Policial
Guaíra, 27 de fevereiro de 2020 - 15h39

A segurança para o GuaíraFolia 2020 foi reforçada e nesse ano contou, além do apoio da Guarda Civil Municipal e seus novos integrantes e da equipe especializada contratada, com o trabalho intensivo da Polícia Militar atuando de maneira ostensiva para apreender drogas e suspeitos.

Exemplo disso foi o resultado de uma denúncia anônima, que ajudou os policiais militares a localizarem um indivíduo que estava comercializando drogas sintéticas e maconha na avenida do carnaval, na madrugada de terça-feira (25).

Sem precisar se identificar, o denunciante ligou para o 190 e passou as características de um jovem, de 21 anos, que estaria comercializando drogas durante a festa. Após isso, a equipe do 1° sgt PM Rubio e cb PM Antonino, com apoio de PMs da operação carnaval, adentrou ao local do evento e encontrou o açougueiro M.B.E.S mais ao final da avenida. Ele foi abordado e, em sua posse, dentro da capinha do celular, foram localizadas 35 porções de LSD, aproximadamente 12 pedras de MDMA, uma porção de maconha e uma porção de MDMX. Com o indivíduo também foi localizado R$955,00 em diversas notas.

No momento da apreensão, M. confessou que os entorpecentes eram de sua propriedade e que estava comercializando-os naquele recinto e que a maior parte do dinheiro era proveniente da venda dos narcóticos. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido ao plantão policial.

“Tudo correu muito bem. Nós temos empenhado os policiais em escala extraordinária em seus horários de folga para reforçar policiamento e oferecer um carnaval mais tranquilo para os que vieram festejar. Tivemos uma lesão corporal de maior gravidade, que ao que sabe foi o próprio filho que lesionou o pai com canivete, mas foi socorrido e teve tratamento médico. No geral, não houve relatos de maiores complicações na segurança, sendo uma avaliação positiva. O trabalho foi bom e a contento para Guaíra”, avaliou o Capitão da PM, Marlon Magro.

MDMA – é um entorpecente em pó cristalizado conhecido como o “lança-perfume da nova geração”. A sigla é para 3,4-metilenodioximetanfetamina, uma espécie de versão melhorada do ecstasy, a denominada pílula do prazer. O uso disseminado fez a droga fabricada em laboratório ser apontada como o lança-perfume dos novos tempos, sendo um dos aditivos mais usados em blocos e bailes de Carnaval. Virou também elemento da cultura pop, com citações em letras de música, sobretudo funk, além de menções em estampas de camisetas de marcas famosas. Há riscos enormes no consumo do entorpecente, mas que são desprezados por grande parte dos usuários. O MDMA provoca distúrbios importantes no organismo e, em casos extremos, leva à morte por falência hepática, hipotermia ou parada cardíaca. Com 1 grama, vendido a partir de 150 reais, é possível garantir a euforia de um grupo de dez pessoas ao longo de uma noite inteira (fonte Veja).

Drogas localizadas

Durante o GuaíraFolia, os agentes de segurança contratados também obtiveram êxito ao localizarem drogas escondidas próximo à Casa de Cultura. Eles faziam uma vistoria na área quando encontraram, em um gradil, três frascos contendo líquido incolor de forte cheiro conhecido por inalante “loló”, além de 10 eppendorfs de cocaína e 13 porções de maconha.

 Furto de celular

Não foram registradas muitas ocorrências durante esse GuaíraFolia. Além da apreensão das drogas, um furto de celular também foi registrado dentro da avenida de carnaval. A vítima compareceu à delegacia para denunciar que seu celular havia sido furtado dentro do bolso de sua bermuda.

Lesão corporal

Na madrugada de domingo (23), a vítima O.A.G foi esfaqueada após uma briga ocorrer na avenida do carnaval. J. e P. entraram em luta corporal por causa de uma mulher, não presente ao evento, momento em que o pai de P. foi defender seu filho, levando um golpe de um objeto cortante (canivete) em seu pulso esquerdo. Durante atendimento médico, a vítima teria informado aos policiais que entrou na frente de seu filho para defendê-lo e teria sofrido a agressão sem ter certeza quem foi o autor do corte. Pablo, ao ser indagado, informou que não viu quem desferiu o golpe em seu genitor. J. nega ter usado uma arma branca durante a briga. O canivete foi localizado por populares e entregue aos policiais.

 


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