Testes rápidos para coronavírus serão feitos mesmo em quem não tem sintomas da doença

Exame que identifica anticorpos do vírus no sangue será usado em pessoas que tiveram contato com pacientes positivos para Covid-19, mas permaneceram assintomáticas por mais de 14 dias

 

Saúde
Guaíra, 3 de maio de 2020 - 09h55

O governo do Estado de São vai aplicar, a partir de 15 de maio, em parceria com os municípios, testes rápidos para a identificação de coronavírus mesmo em quem não apresenta sintomas da infecção.

Nesta primeira fase, cerca de um milhão de exames do tipo serão usados, dos quais 500 mil estão sendo comprados pelo Instituto Butantan, coordenador da Plataforma de Laboratórios para Diagnóstico de Coronavírus no Estado, mediante um investimento de R$ 30 milhões. Os demais vieram do Ministério da Saúde e já estão em fase de envio aos municípios.

O teste rápido de Igm/Igg, que identifica em aproximadamente 15 minutos a presença de anticorpos do vírus no sangue, será usado em pessoas que tiveram com pacientes positivos para COVID-19 mas permaneceram assintomáticas por mais de 14 dias.

Também poderão realizar o teste rápido, independentemente de terem tido contato com pessoas infectadas, os profissionais das áreas da saúde e da segurança pública, população privada de liberdade, doadores de sangue e pessoas que vivem em asilos, casas de repouso, orfanatos, comunidades terapêuticas e os menores da Fundação Casa.

Haverá acompanhamentos específicos da transmissão do coronavírus, por meio de testes rápidos e do tipo Elisa, em coortes populacionais definidos juntamente com os municípios.

O teste rápido será indicado também para pessoas que manifestaram sinais leves da doença, após 14 dias do fim dos sintomas. Já para aqueles pacientes com os sintomas, mesmo leves, será indicado o exame de RT-PCR. “Estamos ampliando a estratégia de testagem da população e esperamos com isso ter uma melhor dimensão da curva de infecções no Estado de São Paulo. Isso é fundamental para a tomada de decisões no enfrentamento da pandemia”, afirma Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan.

 

 


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