Vereadores questionam prefeito sobre parcela da FUNASA estornada

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Guaíra, 10 de junho de 2016 - 08h08

O repasse da parcela do convênio da prefeitura com a FUNASA foi anunciado por Sérgio de Mello no aniversário de Guaíra, mas o dinheiro foi estornado por duas vezes

Na última sessão ordinária da Câmara, o vereador José Reginaldo Moretti enviou requerimento para o Executivo questionando o prefeito sobre a verba da FUNASA, que havia sido depositada na conta do município, no valor de R$ 2 milhões de reais. O documento de número 73 solicitou informações sobre o convênio e se tal dinheiro já estaria disponível para que o governo continuasse as obras nas lagoas de dejetos.

O repasse da parcela do convênio da prefeitura com a FUNASA foi anunciado por Sérgio de Mello, em sua rede social Facebook, no aniversário de Guaíra (18 de maio). “A alegria maior foi a constatação que na véspera, dia 17, as 19 horas, a FUNASA havia depositado na conta do convênio a tão esperada segunda parcela no valor de R$ 2.010.177,13, o que permitirá a retomada da maior obra de infraestrutura da história de Guaíra, nossa moderna ETE – Estação de Tratamento de Esgotos, que eliminará as lagoas de dejetos e o incômodo mau cheiro, beneficiando toda a população e liberando o crescimento urbano planejado da cidade pelos próximos 30 anos”, declarou Sérgio publicando a foto comprovando o depósito (imagem).

Durante a sessão, a vereadora Eliana Cláudia Alves declarou que havia conversado com o prefeito e que o mesmo explicou que o dinheiro havia sido estornado pelo governo federal. “O Moretti fez um requerimento, me parece que veio esse dinheiro, estornou, veio de novo e estornou novamente. Acho que está tendo algum probleminha, ainda não sei o que é. Perguntei diretamente para o prefeito e ele falou que foi isso que aconteceu e tecnicamente falando não tem nada que impeça pra vir a terceira parcela do convênio. Espero que dê certo”, afirmou.

Natal criticou o posicionamento do governo federal.  “A informação é a mesma: Brasília está uma bagunça! Mandaram a verba por duas vezes e por duas vezes pegaram a verba de volta. Faltou dinheiro lá em Brasília. É logico, roubaram tudo, não vai sobrar dinheiro. Agora estamos com obra parada; uma necessidade extrema, se não terminar essa obra não tem casa e infelizmente a gente contava com isso. Infelizmente nossa cidade, com uma obra dessa, de grande valia, não vai acontecer”.

Moretti, durante seu pronunciamento, ressaltou que quer saber o real motivo sobre o estorno do repasse. “Tinha visto através das redes sociais que Guaíra havia recebido essa verba, que faz parte daqueles sete milhões [da FUNASA] e sabemos que as obras se encontram paradas. Agora, a verba veio e foi estornada. Aquilo lá acaba atrapalhando o desenvolvimento, não se constrói casas pela CDHU e pelo Minha Casa Minha Vida se não tiver terminado lá. De uma forma ou de outra está prejudicando a população. Não vou desistir disso aqui. Já pedi informação da prefeitura. Quero saber qual o motivo dessa verba ter sido estornada. Vamos pensar positivo para que esse dinheiro venha para Guaíra para terminarmos essa obra”, concluiu.


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