
























Concebidas e estruturadas pela bibliotecária consultora Maria das Graças Garcia, as atividades foram conduzidas no dia a dia pelas responsáveis de cada unidade.
Guaíra: A Evolução dos Contos na Biblioteca Energia do Conhecimento
Na Biblioteca Comunitária Energia do Conhecimento, as oficinas abordaram as transformações da narrativa curta ao longo do tempo. As atividades começaram com os tradicionais contos de fadas — narrativas que entrelaçam realidade e fantasia e cujos primeiros registros escritos remontam aos séculos XVII e XVIII, compondo a base do imaginário infantil a partir de registros de autores como Giambattista Basile, Charles Perrault, Jeanne-Marie LePrince de Beaumont e os Irmãos Grimm.
Ao discutir temas como superação, afeto e valorização da beleza interior, os alunos assistiram ao vídeo O que são contos de fadas e participaram do “Baú do Improviso”, uma dinâmica em que utilizaram tecidos e adereços para caracterizar os personagens das histórias lidas.
Em um segundo momento, a biblioteca introduziu o conceito de conto moderno. O público investigou obras que reescrevem o clássico “felizes para sempre”, humanizando personagens e propondo reflexões atuais sobre igualdade e diversidade. “Após assistirem ao vídeo explicativo Conto Moderno e explorarem o acervo selecionado, as crianças participaram da atividade “Finais diferentes dos contos clássicos”, utilizando uma placa interativa para reescrever e apresentar novos desfechos para as obras.”, destaca Elizabeth Nascimento, responsável pela Biblioteca.
Ipuã: Desmistificando gêneros na Biblioteca Comunitária AMA-Me
Em Ipuã, a programação da Biblioteca Comunitária Armanda Malvina Mendonça – AMA-Me dividiu-se entre a estrutura do conto e a compreensão real do termo romance. Nas oficinas sobre o conto, os participantes acompanharam recursos visuais e slides explicando a arquitetura dessa forma narrativa: texto curto, número reduzido de personagens e foco em um único conflito central. “As mesas de leitura foram organizadas por faixas etárias, reunindo obras que iam desde os clássicos infantis até títulos da literatura nacional e universal, como O Alienista (Machado de Assis), A Estranha Máquina Extraviada (José J. Veiga) e O Assassinato e Outras Histórias (Anton Tchekhov).”, conta Maria Laura Ferro responsável pela Biblioteca.
Para fixar o aprendizado, os alunos participaram do jogo “Acerte o Conto e Ganhe um Ponto”. Após observarem os títulos expostos nas mesas, os livros foram cobertos com um pano, e as equipes competiram para lembrar a maior quantidade de obras ocultas, recebendo doces ao final do desafio.
Em seguida, a oficina abordou o gênero romance. Para desconstruir a associação imediata da palavra ao universo amoroso, cada participante recebeu um recorte de papel em formato de coração e foi questionado sobre o significado daquela forma. A partir dessa provocação, a equipe explicou que romance, na literatura, refere-se a uma narrativa longa escrita em prosa, delimitada por tempo, espaço, personagens e ponto de vista.
O acervo apresentado destacou livros como Dom Quixote, O Diário de Anne Frank, O Pequeno Príncipe, A Árvore Generosa e O Meu Pé de Laranja Lima. Após assistirem ao trailer da adaptação cinematográfica de O Meu Pé de Laranja Lima, os alunos desenvolveram e pintaram capas ilustradas para o livro, encerrando o encontro com uma exposição dos trabalhos produzidos.
Miguelópolis: Gêneros Literários no papel e no espaço
Na Biblioteca Municipal Dr. Carlos Antônio de Almeida Covas, no Polo de Miguelópolis, o aprendizado teórica e visualmente estruturado orientou as oficinas. Os estudantes assistiram ao vídeo informativo Como aprender os Gêneros Literários e realizaram a leitura voluntária dos conceitos dispostos em um Banner Acadêmico, identificando as diferenças entre os gêneros Narrativo, Lírico e Dramático.
A aplicação prática aconteceu de forma colaborativa: um grande rolo de papel Kraft foi estendido pelo chão da biblioteca, e cada aluno pôde registrar os nomes e conceitos dos três gêneros literários utilizando tintas e materiais coloridos. “O painel finalizado foi pendurado na própria Biblioteca, servindo como registro de aprendizado e consulta para os demais frequentadores do espaço.”, informa Bruna Sabino, responsável pela Biblioteca.
Orlândia: A palavra no prato e no corpo na Biblioteca Castelo de Ideias
A Biblioteca Comunitária Castelo de Ideias recebeu os alunos de Orlândia com dinâmicas que conectaram a alfabetização à expressão corporal e à vivência familiar. O ciclo começou com um questionário diagnóstico individual para identificar o nível de leitura dos participantes e rastrear eventuais dificuldades de aprendizagem, linguagem ou quadros como a dislexia.
Após assistirem ao vídeo Como surgiu o alfabeto e registrarem letras individuais em cartolinas, os alunos receberam pacotes de macarrão para sopa em formato de letrinhas. Gislene Felix Razanauska, responsável pela Biblioteca recém-inaugurada conta que “a proposta orientava que as crianças levassem o alimento para casa e preparassem a refeição junto com suas famílias, brincando de formar palavras no prato e concretizando, de forma lúdica, a assimilação da linguagem escrita.
A etapa seguinte uniu a literatura à dança contemporânea. Em uma parceria entre a responsável pela biblioteca e a professora de dança Raíssa Sousa Reis, os participantes utilizaram uma tabela de “alfabeto corporal”. Explorando a postura e a flexibilidade do movimento, os alunos trabalharam em grupo para desenhar, com os próprios corpos no espaço, as formas das letras que compõem as palavras “balé” e “dança”.
“A literatura só cumpre seu papel quando deixa de ser uma teoria distante e se transforma em experiência concreta na vida de quem lê. Quando a criança desenha uma capa, reescreve um final ou usa o próprio corpo para formar uma palavra, ela deixa de ser mera espectadora e passa a se reconhecer como sujeito da sua própria história.”, finaliza a bibliotecária consultora do IORM Maria das Graças Garcia.

