Câmara entrega ao Museu 160 livros com jornais que registram 16 anos da história de Guaíra

Cidade
Guaíra, 16 de setembro de 2026 - 07h28

Acervo reúne exemplares de jornais que circularam no município entre 2002 e 2018 e agora poderá ser consultado por pesquisadores, estudantes e pela população

Uma cidade também pode ser contada pelas páginas dos jornais que circularam por suas ruas. Notícias, decisões políticas, acontecimentos comunitários, eventos, mudanças e personagens que marcaram determinada época ficam registrados em publicações que, com o passar dos anos, ganham outro valor: o de documento histórico.

É nesse contexto que a Câmara Municipal de Guaíra entregou ao Museu Municipal “Maria Carolina Alves Lellis” um acervo com 160 livros encadernados de jornais que circularam no município entre 2002 e 2018.

O material fazia parte do acervo documental do Poder Legislativo e reúne exemplares de diferentes veículos de comunicação, formando um registro de 16 anos da vida de Guaíra. Entre os jornais estão O Guaíra, A Cidade, O Jornal e O Diário.

Agora, esse conteúdo passa a integrar o acervo do Museu Municipal e poderá ser consultado por pesquisadores, estudantes e moradores interessados em conhecer diferentes períodos da história recente da cidade.

Uma cidade registrada nas páginas

O valor desse tipo de material vai além das notícias publicadas em cada edição. Jornais registram acontecimentos no momento em que eles acontecem e, muitas vezes, preservam informações que não aparecem em outros documentos.

Uma eleição, uma obra pública, uma mudança na administração, uma festa tradicional, uma conquista esportiva, uma decisão política ou mesmo um acontecimento da rotina da comunidade podem ganhar, anos depois, uma nova dimensão para quem pesquisa como Guaíra se transformou.

Para o presidente da Câmara Municipal, vereador Jorge Uatanabi do Prado, a iniciativa representa uma contribuição do Legislativo para a preservação da memória do município.

Segundo ele, documentos e publicações que registram o cotidiano da cidade precisam ser preservados e disponibilizados para as futuras gerações. A incorporação dos 160 volumes ao Museu amplia as fontes disponíveis para pesquisas e permite que esse conteúdo permaneça acessível ao público.

A transferência também aproxima duas instituições com responsabilidades diferentes, mas complementares. Enquanto o Legislativo preservava esse material dentro de seu acervo documental, o Museu passa a concentrá-lo em um espaço voltado à memória e à pesquisa histórica de Guaíra.

No futuro, alguém poderá abrir um desses volumes para descobrir como a cidade era, o que discutia, quais eram seus desafios e quem ajudou a construí-la naquele período.

Porque preservar um jornal antigo não é guardar apenas papel. É preservar a maneira como uma cidade contou a si mesma.


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