














E se havia algo que não faltava naquele salão era disposição. Ao som da Banda Chimarrão, músicas que despertavam lembranças se misturavam a ritmos que convidavam a novos passos. Entre reencontros, conversas e muita dança, a Melhor Idade mostrou que o calendário pode até contar os anos, mas não determina a vontade de aproveitar a vida. Para facilitar a participação, a organização também disponibilizou transporte gratuito pelos bairros da cidade.
Mas a noite tinha um propósito que ultrapassava as portas do Centro de Lazer. As doações espontâneas de alimentos, realizadas durante as reservas de mesas e na entrada do baile, deram à festa um significado especial. Cada contribuição representava a possibilidade de ajudar quem enfrenta dificuldades, mostrando que um encontro para se divertir também pode fazer a diferença na vida de outras pessoas.
“Não tem preço estar nesse salão, todo mundo dançando e com o sorriso no rosto. E o melhor de tudo é que cada quilo de alimento arrecadado vai para a mesa de quem precisa na nossa cidade. Um estímulo à solidariedade e cidadania”, destacou a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Marta Barbar Silva.
Quando a música terminou, ficou mais do que a lembrança de uma noite animada. O Baile Havaiano mostrou que envelhecer não significa perder o entusiasmo pela vida e que a solidariedade não precisa de grandes cerimônias para acontecer. Às vezes, ela começa com um simples gesto, encontra companhia numa pista de dança e segue seu caminho até a mesa de quem mais precisa.

