Bancários aprovam proposta e colocam fim na greve

Agora
Guaíra, 8 de outubro de 2016 - 08h05

O reajuste de 2016 será de 8% e abono de R$3,5 mil. Em 2017, haverá a correção integral da inflação acumulada, com aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas

Em Assembleia realizada na noite de quinta-feira (06), funcionários de bancos públicos e privados da base territorial do Sindicato dos Bancários de Barretos e Região, aprovaram as propostas da FENABAN – BB e CAIXA e retornaram ao trabalho ontem (07).

Em São Paulo, cerca de 5 mil trabalhadores participaram das três assembleias (Banco do Brasil, Caixa e bancos privados), segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. No entanto, os bancários da Caixa decidiram manter a paralisação pelo menos no Rio de Janeiro, em Pernambuco e São Paulo.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, na 11ª rodada de negociação, um acordo com validade de dois anos, no qual, em 2016 a categoria vai receber reajuste de 8% e abono de R$3.500; o vale-refeição e o auxílio creche-babá serão reajustados em 10% e o vale-alimentação em 15%; em 2017, haverá a correção integral da inflação acumulada, com aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.

Os bancários conquistaram também o abono de todos os dias parados. A extensão da licença paternidade subirá para 20 dias e entrará na Convenção Coletiva de Trabalho, com validade a partir da definição do benefício fiscal pelo governo, informou o sindicato.

“Fizemos uma greve forte e vitoriosa. Em um ambiente de alta incerteza política e econômica e ataque aos direitos dos trabalhadores, a categoria garantiu ganho real em 2017 e, para este ano, manteve a valorização em itens importantes como vale-alimentação, refeição e auxilio creche”, disse Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

Os trabalhadores reivindicavam, no início da campanha salarial, reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário-mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880).

Na noite de quinta (06), a Contraf divulgou uma nota informando que a maioria dos sindicatos aprovou a proposta da Fenaban e os acordos específicos do Banco do Brasil e da Caixa, encerrando a greve, entretanto, em algumas cidades as assembleias podem ter tido resultado diferente e a paralisação continua. (EBC)


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