Cadê os dois irmãos?

Editorial
Guaíra, 23 de maio de 2017 - 07h53

Interlocutores da JBS tentam rebater a versão de que os irmãos Batista estão se divertindo em Nova York após abrirem crise política no Brasil. Ressaltam que Wesley Batista não saiu do país desde a homologação da delação e que mantém expediente no escritório do grupo.

Quanto a Joesley, dizem que viajou para o exterior depois de receber ameaças diretas à sua família. O empresário passou três dias em Nova York, mas deixou a cidade há uma semana com filha, neto e outros parentes.

Joesley teria sido orientado pelas autoridades a não informar seu paradeiro nem aos mais próximos, por receio de interceptações telefônicas ilegais. Na delação da empresa, foram citados nomes da PM e de políticos suspeitos de ligação com as milícias do Rio.

Enquanto isso, cerca de 15 profissionais que compõem o setor de perícias em audiovisual e eletrônica do Instituto de Criminalística da PF vão analisar a conversa de Joesley com Temer.

O perito judicial Ricardo Caires dos Santos, um dos contratados para analisar a fita que contém a conversa de Temer e Batista,  afirmou que seu trabalho é apenas inicial e que qualquer conclusão depende de uma outra perícia. Negou ainda que o áudio da conversa tenha 50 pontos de edição, como apontado por reportagem publicada pela Folha de S.Paulo em seu site na sexta à noite. Segundo ele, são 14 pontos de edição, entre 15 e 20 pontos de corte e diversos trechos de ruído. Santos, no entanto, disse não ser possível apontar onde estão os pontos de edição.

Enquanto isso, os trabalhadores brasileiros, principalmente os guairenses, depois de um feriado prolongado, tentam voltar à normalidade.


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