Carona

Editorial
Guaíra, 8 de julho de 2017 - 10h53

Se formos procurar um significado para a palavra “carona” vamos encontrar muitos exemplos.

Mas, o “carona” a que estamos nos referindo é aquele da “cara grande” mesmo, que se apossa de ideias já estabelecidas, aprimora e a divulga como sua, não aquela do dedo esticado numa rodovia, por exemplo, pedindo para ser levado a um destino pré-estabelecido.

Um exemplo atual envolve o autor de novelas Aguinaldo Silva, que já tem pronta uma sinopse para o ano que vem “O sétimo Guardião”, que mesmo antes de ser lançado já está causando polêmica.

Acontece que alguns alunos do autor afirmam que auxiliaram Aguinaldo na criação de alguns personagens dessa próxima novela. Para participar do curso, estes alunos assinam um contrato que “transfere” os direitos patrimoniais dos trabalhos criados na oficina e não são considerados obras. Assim sendo, o caso merece considerações e a novela “O Sétimo Guardião” pode nem sair do papel e ir ao ar.

Na história de Aguinaldo Silva há quem conheça o caso e tome providências para dar crédito a quem de direito for.

Existem, no entanto, “caronistas” de ideias, de projetos, de concepções, que ampliam um desses – que geralmente estão dando certo – e divulgam como sendo de sua lavra.  Como original fica restrito, não é amplamente divulgado, fica mais fácil de ser manipulado, engrandecido e exposto sem se dar o crédito necessário para aqueles que trabalharam no plano embrionário.

No entanto, nossa mídia, que sabe cada plano que dá certo, reconhece quando uma dessas propostas está sendo estendida para a população sem o devido crédito original.

Se for para o bem da comunidade, ainda passa, mas que é deselegante ocultar o autor da proposta, não resta dúvidas!


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