É assustador

Editorial
Guaíra, 16 de maio de 2017 - 09h47

O assunto mais assustador da delação dos marqueteiros do PT foi relacionado ao e-mail criado por Dilma e Mônica Moura para conseguirem se comunicar sem deixar rastro.

Para quem não ficou sabendo, as duas criaram uma conta única de e-mail onde apenas elas tinham a senha. Quando queriam se comunicar, uma entrava no inbox e escrevia um rascunho, mas não enviava. Então mandavam uma mensagem bobinha para a outra (tipo “gostei muito do filme de ontem, vou te indicar o nome”), que era o sinal que tinha mensagem nova para ser lida. A outra então entrava no e-mail, lia o rascunho e logo em seguida o apagava.

Como a mensagem não era enviada, não tinha como ser interceptada.

Segundo Mônica, Dilma escolheu o nome “Iolanda” seguido do número 2606 para a conta online. O e-mail criado – e já confirmado por técnicos que realmente existia – era “[email protected]”. A senha usada bateu com a descrita por Moura, as inicias de Dilma e os números do seu aniversário.

“Iolanda” tinha sido escolhido por ser a mulher de Costa e Silva, um dos generais da ditadura brasileira. E 2606 em homenagem ao ataque terrorista feito pelo grupo que Dilma fazia parte no dia 26 de junho, onde um soldado do exército morreu no atentado.

Isso é muito doentio. Mesmo para uma pessoa que gosta de usar a tortura de um período negro de nossa história para propaganda pessoal.

É óbvio que pode ser tudo conversa fiada de Mônica Moura. Afinal, ela é uma senhora marqueteira. Conseguiu eleger e reeleger Dilma, além de Maduro na Venezuela. Proeza das grandes. Criar pessoas que não existem na vida real é sua especialidade. Criar um e-mail falso com a senha sendo as iniciais de Dilma e seu aniversário, com toda essa história escabrosa para justificar essa conta não seria nada muito demais para sua mente criativa.

Porém, tudo isso não é muito difícil de averiguar.  O teor das mensagens, isso sim é difícil (apesar de não impossível). Mas conseguir o IP do computador que acessou o e-mail é moleza. É possível dizer qual computador acessou, quantas vezes e quando.

Se a delação for aceita pelo MPF, acredite, não é apenas porque são palavras ao vento. E se essas evidências virtuais realmente existirem, teremos um dos maiores casos de psicopatia em nossa política. E olha que estamos falando de um país que possuem figuras como Eduardo Cunha e Garotinho concorrendo ao “cargo”!


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