Não dá para confrontar

Editorial
Guaíra, 1 de setembro de 2016 - 09h29

Quando uma quadrilha resolve assaltar um banco de uma cidadezinha pequena como a nossa, eles já têm nos seus planos, toda a organização de como fazê-lo.

Já sondaram o ambiente, já planejaram a rota de fuga, já têm em mãos todos os armamentos necessários para intimidar a polícia e a população.

Estas quadrilhas são organizadíssimas! Têm na sua planilha todo organograma da distribuição dos “homens,” dos carros e até motos e seus pontos estratégicos para a finalização da operação, o mais rápido possível, sem nenhuma intercorrência.

A população clama, nesta horas pela polícia!

Mas, em sã consciência, o que pode fazer a nossa polícia em uma ocasião como esta?

Seria suicídio enfrentar um armamento pesado como os que estas quadrilhas usam, contra as armas que os nossos policiais portam. Seria um embate desumano e injusto para com os nossos policiais. Primeiro porque há o fator surpresa – qual banco, em que horário e em que dia estes assaltantes pretendem agir?

É claro que os nossos poucos policiais não têm condições de estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

Assim, quando os bandidos elegem um lugar para assaltar, quem fizer qualquer enfrentamento está sujeito a ser eliminado porque, para eles, o importante é atingir a meta a qualquer custo. E a meta é o dinheiro dos caixas!

Pensando também no bem estar da população que dorme o sono dos justos, a polícia zela pelo mínimo de danos possível para os cidadãos.

Não há como confrontar e criticar nossos policiais; seria, no mínimo, um ato de ignorância.


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