Não é bem assim!

Editorial
Guaíra, 18 de agosto de 2017 - 09h44

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, seu passado, sua aparência física ou sua religião. As pessoas precisam aprender a odiar e se elas podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar… Porque o amor chega mais naturalmente no coração humano do que seu oposto” (Nelson Mandela).

O Deputado Jair Bolsonaro foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) a pagar indenização de R$ 10 mil à petista Maria do Rosário por danos morais, mas recorreu. Ainda segundo a decisão, Bolsonaro deveria se retratar publicamente em jornais, no Facebook e no Youtube.

Em 2014, o deputado afirmou que Maria do Rosário não merecia ser estuprada porque ele a considera “muito feia” e a petista não faz o “tipo” dele. Por essa mesma declaração, o deputado é réu no Supremo Tribunal Federal, onde pretende recorrer. “Ela [Maria do Rosário] me chamou de estuprador e ela estava defendendo o estuprador Champinha. Só isso”, acrescentou.

Após a decisão do STJ, Maria do Rosário disse que a condenação é uma “vitória de todas as mulheres brasileiras”. “Nós tivemos coragem de enfrentar um parlamentar, uma autoridade pública, que usa o espaço público para fomentar a violência. Não é uma vitória de uma ou de outra, é de todas nós”, afirmou.

Não, não foi uma vitória da luta contra a violência contra a mulher.

E também não, não foi uma derrota da liberdade de expressão.

Foram apenas dois radicais destilando o que sabem fazer de melhor: o ódio. Aquele episódio infeliz resultou em troca de ofensas gratuitas que só ganhou projeção pela gritaria nas mídias sociais.

Não é assim que se combate a violência contra a mulher. E muito menos assim que se defende a liberdade de expressão.


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