O que será que vai sair do Cunha?

Editorial
Guaíra, 7 de julho de 2017 - 10h40

O ex-deputado Eduardo Cunha encontrou um bom passatempo dentro da sua cela: fazer o rascunho da sua colaboração para a delação premiada.

Segundo consta, ele já rascunhou mais de 100 anexos para esta colaboração. Cada anexo traz um resumo dos fatos apresentados ao longo das negociações que pretendem ser ainda mais detalhadas na hora da Delação.

Os procuradores – que integram a força tarefa – têm conversado com os advogados de Cunha e acompanham de perto cada passo que ele dá em direção a um acordo com as autoridades.

O ex-deputado deve envolver diretamente o presidente Michel Temer, os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, além do senador Romero Jucá.

Sabe-se que Cunha teria participado não apenas das grandes negociações políticas, mas também do sistema de arrecadação de recurso para as campanhas eleitorais do grupo e também do recebimento de propinas.

Eduardo continua preso em Curitiba para facilitar estas conversas com seus advogados.

As negociações estão sendo consideradas satisfatórias e a previsão é que o ex-deputado entregue esta documentação confessando e delatando crimes ainda na próxima semana.

Só para lembrar, Cunha integrava o grupo intransigente do PMDB, formado por Temer, Jucá e os dois ministros, que culminou com o impeachment de Dilma Roussef.

Seria bom mesmo que ele falasse tudo o que sabe. Assim começaria com uma limpeza geral dos maus políticos e o Brasil sendo passado a limpo.


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