Professor…

Editorial
Guaíra, 15 de outubro de 2016 - 08h27

Sempre desvalorizado pelas autoridades, o Professor segue o seu sacerdócio, enfrentando toda espécie de dificuldades: baixos salários, desmotivação, alunos desinteressados, violência dentro e fora da sala de aula…

Se fôssemos um país de primeiro mundo, essa triste história do Professor não seria assim, mas o desrespeito vem das próprias autoridades que ensinam que “Professor é igual barata, se bater o pé, corre!” Ou então que “professor faz greve para ganhar um pouquinho mais porque é mal casado”. Sem contar o que disse o ex-presidente Lula que “o político ladrão é mais digno do que um funcionário público concursado!”

Um pouco da história deste dia: No dia 15 de outubro de 1827, Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.

Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor.

Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a ideia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça – inclusive dos pais. O discurso do professor Becker, além de ratificar a ideia de se manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase “Professor é profissão. Educador é missão”.

Mas, ainda há muito o que comemorar: a garra do Professor, a sua vontade de tornar o seu aluno um pouco melhor para o futuro, o anseio de ver o seu pupilo frequentar as melhores faculdades e se tornar um profissional de bem.

Não se forma um professor, nasce-se professor!!!


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