Henrique Prata revela que Estado atrasou repasses para HC de Barretos

Agora
Guaíra, 11 de junho de 2016 - 08h13

Diretor-geral da Fundação Pio XII confirmou fechamento de unidade em Fernandópolis

O diretor-geral da Fundação Pio XII, Henrique Prata, revelou que o governo do Estado atrasou em seis meses repasses para o Hospital de Câncer de Barretos em 2015. “Houve atraso em 2015 e nunca falei sobre isso, fiquei seis meses sem receber repasses do Estado e o HC acumulou R$ 30 milhões de dívidas no banco, provei para o governador, mostrei os juros das contas que paguei e ficou claro que o estado estava me retaliando porque atendo a muitos  pacientes do Brasil inteiro e acham que somente os paulistas são brasileiros”, declarou.
Prata disse que a unidade barretense não corre risco de fechar e destacou que os governantes que se colocam contra o hospital, em sua opinião, estão se colocando contra o povo.
“O Hospital de Câncer de Barretos não corre risco, acredito que o povo não deixaria faltar dinheiro nem para a unidade de Jales se o governo deixar. Mas acredito que os governantes que fizeram esse caminho contra o hospital estarão contra o povo e eles precisam do povo. Vamos aguardar para ver o que eles são capazes de fazer”, afirmou.
O diretor ressaltou que suas dificuldades com o governo paulista começaram depois que o secretário David Uip assumiu a pasta da Saúde. “Tenho essa dificuldade com o governador Alckmin depois que o secretário David Uip assumiu, ele nunca quis vir em Barretos, entrou no cargo com pedras na mão para jogar em nós, falou mal de nós, então tem uma série de problemas que em 50 anos da instituição nunca aconteceu. Nenhum ministro ou secretário deixou de conhecer o hospital, sempre foi um ‘case’ de sucesso, basta ver as avaliações que temos. É algo inexplicável, é uma perseguição dele contra nós”, argumentou.
Henrique Prata confirmou que o fechamento da unidade de prevenção em Fernandópolis deve acontecer em 30 dias e admitiu que a unidade de Jales poderá ser fechada no final do ano caso o governo paulista não cumpra acordo firmado com ele. “A decisão de fechar a unidade de Fernandópolis está mantida, a menos que no prazo de 30 dias apareça uma solução que não é nada além do que foi combinado verbalmente com o governador. Se não for cumprido o que combinei com o governador, fecho Jales no final do ano e a situação ficará mais grave”, concluiu. (ODiárioOnline)


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