Anderson Ferreira | Sua trajetória de vida com a Rádio SEFE

Anderson Ferreira de Souza, guairense, radialista, diretor de programação da Rádio SEFE, pensa em terminar o curso de Administração de empresas que deixou no terceiro ano. É praticamente um ”faz tudo” na emissora, porque trata da programação, da publicidade, do jornalismo. É casado com Elisângela de Fátima Pimenta e pai de Arthur Pimenta, de 17 anos. Anderson tem grandes esperanças em um futuro próximo, é otimista mesmo sabendo das dificuldades pelas quais estamos passando com a escassez de recursos financeiros, que assola de uma maneira geral a todos os setores. Tem confiança nas autoridades políticas e tem consciência que o momento político atual é extremamente difícil, mas vê uma benfazeja luz no fim do túnel.

Entrevistas
Guaíra, 20 de outubro de 2019 - 08h30


Você estava preparado para assumir a emissora?

Na verdade, não! Sempre trabalhei com meu pai, mas não estava preparado para perdê-lo tão cedo. Ninguém está preparado para passar por um momento desses, mas meu pai – o Sr. Tião Ferreira – não tinha problemas de saúde. Além de ser muito saudável, era muito dinâmico, um verdadeiro ”Porto seguro”. Nos últimos anos ele já estava tentando encaminhar a emissora, tanto que na razão social consta o nome da minha esposa. Mas, na verdade não queríamos ver isso, foi um baque!

 

Está claro que você sentiu muito…

Muito mesmo, ninguém está preparado, como eu disse, quando uma pessoa querida vai embora, vai com ela um pedacinho da gente! Demora-se um tempo para recuperar, para aceitar os desígnios de Deus…

 

Quantos anos têm a SEFE?

A rádio foi fundada em 1994 e obteve autorização em 1998. Então, estamos no ar há 21 anos, já com tudo legalizado.

 

Ela está 24 horas no ar?

Sim, estamos 24 horas no ar, com informativo de hora em hora, com jornalismo de segunda a sexta-feira, das 11h até meio-dia, estou a frente dos microfones neste período.

 

Tem planos para o futuro?

Temos sim! Este ano deve ser votado, na Câmara dos Deputados, já foi aprovado no Senado, uma lei que nos permite passar para 150 Watts de potência.

 

Isso equivale exatamente ao quê?

Que depois, com esta potência, nossa rádio vai abranger praticamente toda a região | Barretos, Ipuã, Miguelópolis… E assim poderemos participar da Lei Rouanet que é uma lei que dá incentivos para as áreas culturais.

 

Assim, depois disso…

Então, hoje não podemos participar dessa Lei, há vários entraves que não permitem, mas depois, quando o parlamento aprovar a nossa extensão em Watts, e com a Lei Rouanet, poderemos fazer vários projetos sociais que consistem em trazer para nossa sociedade mais cultura, principalmente com cursos, eventos sociais, teatros, artistas do nordeste, poderemos fazer parcerias com os bairros, enfim, fomentar a cultura, seja ela da cidade seja ela de fora daqui…

 

Esta é a sua vontade?

Minha vontade, meu objetivo, é montar um projeto social voltado para dar oportunidade para os jovens, principalmente para eles, que não têm muitas perspectivas e hoje estão enveredando por caminhos não muitos bons, caminhos tortuosos, cheios de obstáculos, com a família desestruturada. Tenho vontade de pelo menos conversar, oferecer um ombro amigo e montar um projeto voltado especialmente para este público…

 

Você acha que a sua emissora é uma caixa de ressonância dos anseios da sociedade?

Tenho certeza disso! O ouvinte participa, reivindica, faz críticas, elogios, se dirige, através de nós, ao poder executivo, ao legislativo, então, ouvimos e anotamos a queixa e enviamos ao setor competente. O ouvinte se acostumou a se dirigir para a rádio para fazer a sua reclamação e, na medida do possível, trazemos a solução do problema. Tem exigências que levamos ao setor responsável, nós mesmos já temos, com a nossa experiência, a solução, por exemplo, reclama-se que falta um medicamento no postinho. Às vezes, são medicamentos que não fazem parte da grade dos medicamentos oferecidos pelo município, que é da alçada estadual. Então, explicamos e a pessoa entende…

 

Você não deixa o seu ouvinte sem resposta?

Sempre, na medida do possível, vamos atrás da solução e oferecemos para nosso ouvinte. Quando conseguimos a solução é muito prazeroso. Normalmente, estou nos bastidores, fazendo a nossa parte, mas dá um enorme prazer poder ajudar! Ajudamos com cestas básicas, medicamentos, viagens e essas coisas, normalmente, não aparecem, porque nossa missão é ajudar e não aparecer!

 

O que você aprendeu com seu pai?

Principalmente, a ser honesto! Ser honesto e trabalhar certo, sem passar as pessoas para trás. Este foi um grande ensinamento que levo para a vida. Meu pai faz muita falta até hoje, mesmo eu sendo muito apegado à minha mãe, mas meu pai foi uma pessoa ímpar.

 

Com você à frente, houve mudança na emissora?

Tive que mudar! Eu estava acomodado com meu pai à frente, resolvendo tudo, mas fui mudando: Mudamos a programação, hoje temos mais dinamismo, se acontece um fato estamos aptos a informar nosso ouvinte quase em tempo real, hoje temos informativos de hora em hora, temos a nossa mídia na rede social, temos uma página que se chama SEFE Guaíra com cerca de 30 mil pessoas acompanhando nossa programação.

 

Explique a sigla SEFE?

Esta sigla é o nome do meu pai: Sebastião Ferreira. A rádio se chama ”Rádio Sefe FM, 98.7”. Associação cultural Dona Maria Vergentina – que era o nome da mãe do meu pai, é a razão social em homenagem à minha avó.

 

Qual o carro chefe da emissora?

A rádio conta com sete funcionários, funciona até às 22 horas com locutor, depois é uma programação musical até às 6 horas da manhã, quando volta à programação normal. Mas temos muita audiência em um quadro que se chama ”Mensagem do dia” que vai ao ar às 9 horas, que é um momento de reflexão, de motivação, muitas pessoas pedem para gravar estas mensagens, pedem para mandar pelo Whatsapp, a gente manda, e também os signos que todos gostam muito, é um momento  muito ouvido. O pessoal também gosta muito do jornal…

 

Agradecimento?

Agradeço a Deus, à minha mãe, à minha esposa, amiga e companheira de todas as horas, ao filho Arthur, que se prepara para fazer vestibular. Agradeço à irmã, que é diretora de escola em Campinas, a Silvana; ao irmão que é mecânico e que posso contar quando for necessário. Tenho um grande agradecimento aos comerciantes que investem na imprensa de nossa cidade, tenho um carinho especial para com aquelas pessoas que estão trabalhando com seu radinho ligado na nossa emissora; temos consciência que somos uma companhia para as pessoas solitárias, para quem trabalha, parece que nossa programação atenua um pouquinho o cansaço de todos, por isso, fazemos uma programação com tanto carinho…



Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

OUTRAS NOTÍCIAS EM Entrevistas
Ver mais >
Acompanhe nossas atualizações. Siga-nos