Bete Teles | Comprometimento com a educação Santa Luz

Elisabete Dias Teles Bento, casada com Rosan Bento, mãe de Vinicius de 17 anos. Hoje, Bete ocupa o cargo de diretora pedagógica de uma das mais importantes escolas da nossa cidade: O Centro Educacional Santa Luz. Vinda de uma família simples, de pequenos agricultores, no Sítio Sucuri, é filha do saudoso Ademar e Dona Lucia e graças à insistência da mãe, todos os irmãos: Edson, Edna e Elisete, assim como Bete, estudaram, se formaram  e hoje são pessoas bem sucedidas

Entrevistas
Guaíra, 2 de dezembro de 2019 - 10h40


Qual a sua formação acadêmica?

Sou formada em Processamento de Dados, mas também fiz Pedagogia, também fiz pós-graduação em Gestão Educacional e também Psicopedagogia.


Como surgiu o ”Santa Luz” na sua vida?

Eu estava ministrando aulas eventuais nas escolas do Estado e fui entregar um currículo quando a Escola ainda estava se iniciando, atendendo no prédio do consultório do Dr. Gilson. A professora Vanda Trindade me atendeu e, como já me conhecia, sabia da minha responsabilidade e me chamou para trabalhar com a papelada da escola.


Você já tinha experiência?

Minha experiência vinha da sala de aula. Quando a escola saiu do prédio do consultório do Dr. Gilson e foi provisoriamente para a casa da Melissa – que ficava em frente ao prédio que estava em construção – já comecei a trabalhar com toda a burocracia, toda a papelada que envolve uma escola. Isso foi em Outubro de 1998, quando começaram as matrículas.


Antes disso onde você trabalhou?

Em vários lugares. Sempre na parte administrativa. Trabalhei na Carol, na Guaíra Corretora, na Token, sempre organizando esta parte mais burocrática. Na verdade, estou com quase 28 anos de registro com carteira assinada, quase para me aposentar (risos).


Quando assumiu a direção da Escola?

Antes de assumir definitivamente a Direção da escola, passei pelos mais diversos setores: Trabalhei na matrícula, no financeiro, mas é bom que se diga que eu sempre trabalhei com a Dona Maria José Lacativa. Quando ela assumiu a direção eu a auxiliava. Tive este privilégio. Sempre a tive como mentora. Aprendi muito com todos, com o Evaldo, Dr. Gilson, principalmente com a Dona Marli Vacaro.


E assim…

Quando Dona Maria José passou a ir menos à escola, fui assumindo aos poucos, fico emocionada ao falar dela, que tem um coração enorme, um ser humano incrível, foi me ensinando e fui adquirindo experiência. Aprendi com os melhores. Deus colocou pessoas excelentes no meu caminho.


Hoje, seu contato com o aluno é quase que direto, não é? A clientela lá do seu começo, comparada com a de hoje mudou muito?

Mudou! Com o passar do tempo, vamos notando a diferença e vamos nos adaptando às mudanças. Os pais também quando nos procuram é porque querem algumas respostas. Estamos sempre abertos. Primeiro escutamos o problema que trazem e depois buscamos uma solução, tudo com muito diálogo. Hoje, os alunos trazem muita tecnologia no seu entendimento. Eles têm acesso a tudo. Tem muitas informações, estão há anos luz à frente de tudo e nós temos que acompanhar. Temos que estar informados.


Isto também com relação às leis, às orientações?

Sim, temos que estar antenados, há mudanças e estamos atentos. Este ano, já estamos com o material didático totalmente adequado às novas orientações. Para o ensino fundamental, estamos com material novo adequado a estas novas orientações. Para 2021, será para o ensino médio. Já estamos preparados. Tudo adequado à BNCC. Será tudo muito bom para todos. Há a inserção da tecnologia, o material já vem com uma espécie de código de barras, tudo muito moderno, muito atual.


Existem problemas disciplinares?

Na verdade não. Existe muita ansiedade por parte dos alunos. Mas não temos grandes problemas disciplinares. Estou sempre junto com os alunos, se tiver uma excursão estou junto, se tiver uma feira também participo. Quero que Deus me dê saúde para continuar…


O aluno tem medo da direção?

Em absoluto, não há medo, há respeito. Temos um ótimo relacionamento com os alunos. Nós trabalhamos muito em equipe. Temos uma equipe muito coesa, muito unida, tanto os professores, a parte administrativa, mantenedores, há harmonia, falamos a mesma língua. Tomamos decisões em conjunto. Há satisfação em trabalhar na escola. Interessante é que sempre recebemos visitas dos ex-alunos. Eles saem da escola, mas não se esquecem dos momentos passados por lá. Querem participar da gincana, das formaturas, dos bailes…


Você se sente gratificada na escola?

Muito, muito gratificada, muito realizada. Aprendi muito e hoje faço o que amo. Tenho muito que aprender ainda, tudo o que vou fazer hoje penso como Dona Maria José, Dona Katia, Dona Marli reagiriam diante desta situação? Tento seguir o que aprendi, porque aprendi com as melhores…


Agradecimentos?

Primeiramente a Deus, sempre. À minha mãe, tenho uma gratidão eterna, pessoa simples, humilde mas que entendeu desde cedo que somente através dos estudos é que chegaríamos a algum lugar. Graças a sua perseverança, a sua insistência, formou os quatro filhos, ofereceu cursos de Inglês, facilitou nossa vida para que nos formássemos. Devemos o que somos à Dona Lucia. Hoje trabalho com Educação que uma área que minha mãe sempre privilegiou. Agradeço meu esposo, meu filho, que estuda na nossa escola desde sempre. Meus colegas de trabalho que formam a equipe maravilhosa: O Alex, a Renata, Tauana, Tatiana, principalmente Dona Marli, somos, como costumamos dizer, uma Família, a Família Santa Luz. A palavra que resume minha vida é esta ”Gratidão”.



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