Conheçam um pouco mais sobre o nosso novo Capitão da PM, Marlon Magro

Entrevistas
Guaíra, 3 de fevereiro de 2020 - 16h47

Capitão Marlon de Assis Magro, 40 anos, casado com Marcia Cristina, pai de três filhas: Melissa, Mariana e Maitê. Nasceu em Olímpia, onde possui uma estrutura familiar já enraizada. Já tem a patente de Capitão desde 2015, quando atuou no Comando de Policiamento de Trânsito em São Paulo, vindo posteriormente para Barretos, na vaga do Capitão Frugeri, até ter a oportunidade de ficar na Quarta Companhia, em Guaíra. Capitão Marlon sabe que o policial, não raras vezes, tem que tomar decisões – acertadas – em fração de segundos. Mesmo com um efetivo deficitário, Capitão Marlon se coloca à disposição da nossa população para o que der e vier.

 

Quando “entrou” para a Polícia militar?

Foi em 7 de fevereiro de 2.000, quando prestei a Academia Militar do Barro Branco. Me formei em dezembro de 2003 como “Aspirante Oficial” e fiquei trabalhando em São Paulo, na Zona Leste, no segundo Batalhão. Em julho de 2006 voltei para interior, me apresentei em Barretos e fui lotado na região de Bebedouro, como Segundo Tenente em Viradouro. Em 2009, recebi a missão de comandar o Pelotão de Força Tática em Barretos. Em 2014, tive a oportunidade de trabalhar em Olímpia, minha cidade Natal, como Tenente.

 

A farda era um sonho de criança?

Como sempre gostei muito de animais, pensei primeiramente em Medicina Veterinária, em Biomedicina, prestei vestibular para a Força Aérea também  e conheci o Barro Branco no livro da Fuvest. Antes, passei no vestibular de Química na UNESP, onde frequentei por um ano, mas já vislumbrava a carreira militar.

 

Como é ter a mesma patente do nosso Capitão presidente?

É uma honra ver um presidente da República como militar. Todo o cidadão que procura ter uma formação militar é porque tem como objetivo servir à Pátria, ao próximo e colocar seus serviços acima de qualquer interesse particular.

 

Você apoiaria se uma de suas filhas seguisse a carreira militar?

Eu apoiaria, mas não incentivaria, porque conhecemos todos os riscos inerentes a esta função, que são maiores do que outras profissões. Como meus pais me apoiaram eu também acho importante que elas resolvam.

 

Guaíra te recebeu bem?

Muito bem!  Guaíra possui uma população muito acolhedora. Talvez até pela posição do Major Hannickel, que me apresentou para várias pessoas aqui na cidade e como ele era bem querido aqui, ajudou a abrir portas. Eu também sou bem recíproco a este sentimento, estou sempre à disposição para ajudar  a população no que ela mais necessitar.

 

O Capitão chegou já solucionando o problema do entorno da Rodoviária, não é?

Quando me deparei com este problema aqui em Guaíra e já tendo experiência do que aconteceu na Cracolândia, em São Paulo, eu já antevi que eles procurariam outro lugar. Não há fórmula mágica. Sabíamos que resolveríamos o problema da rodoviária, mas que surgiria outro lugar. Em princípio há um retorno positivo tanto para o cidadão que reside no entorno da Rodoviária como para os empresários, mas não temos a disponibilidade de um efetivo para dar um atendimento permanentemente no local. Mas, há o recurso do 190 para solicitar uma viatura no local. Este serviço existe para ser usado.

 

Falando em 190, como funciona este recurso?

O funcionamento é o seguinte: hoje, o cidadão liga no 190 e a ligação vai cair em Ribeirão Preto. Uma pessoa qualificada vai atender e vai registrar a ocorrência. A partir do momento em que ele localiza a cidade da chamada, ele aperta o “enter” do computador e em milésimos de segundos esta ocorrência registrada vai aparecer em Barretos, onde está localizada a Central de Despacho de ocorrência pelo rádio. Barretos passa – pelo rádio – para as viaturas em Guaíra, com o endereço e a localização exata. Assim, quando ligar no 190, deixe claro que quer falar com os policiais da viatura.

 

Existem outros números além do 190?

Os policiais também podem atender pelo 3331-3881 que é o número da Companhia. E tem um mais novo, que é 3331- 4362. O importante de se ligar no 190 é que a ocorrência fica permanentemente no sistema e pode ser acompanhada sempre que for necessária. Este número – o 190 – suporta tranquilamente a demanda; e tem mais, quem acolhe a ligação em Ribeirão Preto, este atendente registra a referência da ocorrência, por exemplo, é perto do Bar tal, ou de Escola tal.

 

Fazendo uma retrospectiva, o Capitão trabalhou mais fora da sua cidade Natal?

É verdade! Eu trabalhei em Olímpia somente em 2015, mas eu sempre falo para meus companheiros: se dediquem na cidade em que estão trabalhando com a mesma dedicação como se tivesse trabalhando na sua própria comunidade.

 

Já perdeu amigos?

Já perdi um amigo que faleceu dentro da viatura, por conta de enfrentamento com criminosos que explodiram um caixa eletrônico. É difícil dar uma notícia dessas para os familiares de que seu ente querido morreu no cumprimento do dever.

 

Considerações finais

Faço um apelo para que a população veja na polícia um ponto de apoio. Mesmo através da denúncia anônima, isso ajuda muito, por vezes o cidadão faz uma denúncia e não vê um resultado imediato. Não desanimem!  Denunciem! Confiem no seu policial. Insistam na denúncia. A população pode contar com a Polícia Militar. Pode usar até mesmo o 190 em casos de emergência, porque chega na viatura em tempo real,  ou 181  para fazer a sua reivindicação. É importante que a comunidade esteja atenta e busque o amparo, hoje existe até um  aplicativo,  no celular,  para as mulheres  que estejam em situação de vulnerabilidade. Mas, enfim, estou me colocando  à disposição da comunidade de Guaíra para torná-la mais segura.


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