A polêmica das esculturas

Editorial
Guaíra, 30 de abril de 2016 - 08h00

É bem verdade que o guairense é afeito às “coisas” da Cultura. Gosta de bons espetáculos, de boas músicas, de boas peças de teatro e também de boas esculturas.

Quando Sérgio de Mello “plantou” a obra de TomieOhtake na “beirada” da lagoa também houve muita polêmica, não tanta quanto está havendo agora, porque naquela época não foi divulgado o valor pago pela obra de arte de Tomie.

O que o guairense contesta não é um repúdio pelo trabalho do artista Gilberto Salvador. O que se contesta é que estamos vivendo tempos “bicudos”, com pouco dinheiro, com escassez de trabalho, com um serviço da prefeitura deixando a desejar. Há uma gritaria geral quando o prefeito direciona o dinheiro público para assuntos que passam longe das prioridades da população.

O que se critica, então, não é obra – única – de Gilberto Salvador! Critica-se a falta de tato do prefeito, na sua insensibilidade já que o cidadão não pode comer, não pode se vestir, não tomar como remédio para suas dores uma obra de arte, por mais bonita e colorida que seja.

Acontece que qualquer ser humano quer, primeiro e urgentemente, sanar seus anseios com relação à moradia, a saúde, a educação, a segurança, ao trabalho, para posteriormente alimentar a alma com obras que enchem os olhos.

É preciso entender a população! A obra de Gilberto Salvador, de Tomie Ohtake e de tantos outros que ainda hão de vir –  vão sim povoar nosso parque Maracá porque é um projeto que deve ser viabilizado por órgãos ligados à Cultura. Se os projetos forem bem feitos e entregues dentro do prazo, há dinheiro disponível para isso.

No entanto, dentro da política de não dar satisfações de seus atos para a população, o prefeito vai colhendo a cada postagem no Facebook uma enxurrada de comentários – de toda sorte – e vai caminhando por cima dos sonhos e dos anseios da população. Parece que no apagar das luzes desta administração, assim como ocorre no Palácio do Planalto, os “petralhas” estão mesmo fadados a serem hostilizados e esquecidos.


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