Infelizmente, elas estão de volta!

Editorial
Guaíra, 13 de agosto de 2019 - 14h38

Desde 2016, o Sarampo e algumas outras doenças transmissíveis – que estavam erradicadas no Brasil – estão de volta…

Sem grandes alardes, fomos informados que há casos suspeitos da doença em nossa cidade e também na região. Na página quatro, estamos detalhando mais informações para a população de Guaíra.

Sabe-se, no entanto, que Sarampo é uma doença altamente contagiosa. Os sinais e sintomas iniciais geralmente incluem febre, muitas vezes superior a 40 ºC, tosse, corrimento nasal e olhos inflamados. Dois ou três dias depois do início dos sintomas formam-se no interior da boca pequenos pontos brancos.

Entre três a cinco dias depois do início dos sintomas, aparece uma mancha vermelha e plana que geralmente tem início na face e daí se espalha para o resto do corpo. Os sintomas começam a se manifestar entre dez e doze dias depois do contágio e duram entre sete a dez dias. Em cerca de 30% dos casos ocorrem complicações, as quais podem incluir, entre outras, diarreia, cegueira, inflamação do cérebro e pneumonia.

A vacina contra o sarampo é eficaz na prevenção da doença. Se estas doenças já estavam praticamente erradicadas do nosso país, por que voltaram? Doenças como a Pólio, sarampo, sífilis? No caso do sarampo, as informações dão conta de que, em 2018, a doença reapareceu na região Norte, nos Estados do Amazonas, Roraima e Pará, trazida pelos venezuelanos que fugiam da crise.

O problema é que houve – através das redes sociais – uma desconfiança contra todo tipo de vacina. Uma desconfiança infundada, mas que muitas famílias deixaram de levar seus entes para os postos de vacinação, com medo de ter reação à imunização; desconhecimento de que existe um calendário de vacinação específico para adultos e idosos; falsa sensação de segurança, já que muitas doenças estão controladas; ou notícias falsas e grupos antivacina.

Há ainda outra informação de que pessoas de todas as faixas etárias precisam ter as duas doses da vacina, porém, os jovens desta faixa, entre 15 e 29 anos, nasceram em uma época em que a segunda dose não fazia parte do Calendário Nacional de Vacinação, assim, muitos não a tomaram e, por isso, não estão totalmente protegidos.

Nos postos da nossa cidade estão disponibilizadas vacinas para o público-alvo. Se você não sabe se precisa tomar a vacina, leve sua carteirinha ao posto de saúde e tire dúvidas…


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