Os presentes realmente não são de Lula

Editorial
Guaíra, 13 de março de 2016 - 10h10

Agora, além do Tríplex e do Sítio de Atibaia, que não são de Lula, temos os objetos de Lula, que também não são de Lula. Armazenados em dois endereços, com o custo do armazenamento de 20 mil reais mensais, já pagos há 5 anos pela OAS, centenas de caixas jazem em um galpão em São Bernardo.

A PF diz que todo material pertence ao ex-presidente, que negou em nota. Segundo seu assessor, Lula nunca retirou qualquer objeto do Palácio da Alvorada. Todos os bens recebidos pelo ex-presidente foram destinados ao acervo nacional.

Só que tem muita coisa esquisita nas fotos divulgadas pela polícia. Muitas caixas tem escrito “Presidência da República”. Outras, “Palácio da Alvorada”. Outra ainda estão escrito “Sítio”.

Hmmm… Presidência da República… Sítio… Pagos pela OAS e alocados em São Bernardo…

A armazenagem dos supostos bens de Lula é um dos pontos analisados nesta mais recente etapa da Operação Lava Jato, que investiga suspeitas de que o ex-presidente tenha sido beneficiado do esquema de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro na Petrobras.

De acordo com a Polícia Federal, a OAS – que teve executivos condenados por envolvimento nos crimes apurados pela Lava Jato – custeou a mudança de Lula após o mandato do petista.

Conforme a investigação, inicialmente, os bens foram para contêineres e depois para dois endereços em São Bernardo (SP). Ainda segundo a investigação, a OAS pagou R$ 21.536,84 mensais, durante cinco anos, pelo serviço.

O advogado Cristiano Zanin Martins, que representa o ex-presidente, afirma que Lula não retirou qualquer objeto do Palácio do Alvorada. Ele ainda disse que a Presidência da República catalogou todos os documentos e bens recebidos por Lula e fez a entrega do acervo presidencial, conforme estipulado por lei. Martins declarou também que questionamentos em relação ao tema revelam preconceito e uma tentativa de incriminar o ex-presidente.

Somente para esclarecer, os presentes recebidos, oferecidos pelos mandatários de outros países, não pertencem ao presidente que os recebeu. Devem fazer parte do acervo do Palácio e não do acervo particular de cada presidente.


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