Plumas e paetês!

Editorial
Guaíra, 30 de março de 2016 - 09h00

Para a administração municipal de nossa cidade, infelizmente, a CULTURA passa a ser vista, desde o início da sua administração, como uma secretaria ou coordenadoria supérflua!

Não há investimento nesta área e quando aparece não é a prioridade do momento. É o caso da escultura do artista plástico Gilberto Salvador, um nome de grande importância nos meios culturais. Não estamos fazendo críticas à escultura. Acontece que não é o momento apropriado para se adquirir uma obra para o nosso parque Maracá no valor de R$70 mil. Há outras prioridades mais prementes para serem Plumas e paetês!revistas e voltamos a chover no molhado quando apontamos a saúde (médicos podendo paralisar atendimento, falta medicamentos), a habitação (sem as mil casas), a segurança (roubos e furtos frequentes), a iluminação (postes queimados) e todos os eteceteras que o nosso leitor está cansado de vermos gritar por socorro.

Mas, a bem da verdade, a CULTURA foi literalmente abandonada!

Aos poucos nosso prefeito foi cortando aqui e ali até a Casa da Cultura ser transformada apenas na biblioteca – que ainda funciona graças a tenacidade dos antigos funcionários que lá estão – por puro amor ao que fazem.

Primeiro cortou-se a nossa Lyra Musical. Um patrimônio de mais de 60 anos, uma corporação musical que era chamada para tocar nas inaugurações de todas as prefeituras da região e aqui em nossa cidade era coqueluche muito bem vinda nos bairros, na feira livre e na praça São Sebastião. Como pode – em sã consciência – um prefeito não mover uma palha para manter uma Banda dessas?

Acabou também com o ECAL, na verdade o descaracterizou, pois tinha como objetivo promover o artista guairense. Promove-se tudo menos nossos valores.

Depois também foi finalizando com os cursos de dança, de artesanato, de teatro, de canto, enfim, TUDO que foi construído em outras administrações, que eram ministrados dentro da Casa de Cultura e até em alguns bairros, foi sendo ceifado como se não tivesse a mínima importância dar oportunidade para as crianças escolherem uma atividade paralela à sua escola e que poderia muito bem – por que não – ser um agente transformador para o seu futuro…

Poucas, pouquíssimas atividades culturais que ainda se fazem, são conseguidas no grito, a duras penas, como o caso da dramatização da Paixão de Cristo, que se dependesse do secretário, do prefeito, do vice, das autoridades que têm o poder da caneta, pasmem, a Paixão de Cristo não sairia este ano, como não saiu o NATAL NA PRAÇA!

Lugar onde a incompetência campeia solta não há espaço para a Cultura! Isto é para quem gosta, para quem pensa, para quem não tem preguiça!


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