Há coisas que parecem tão comuns para nós que deixamos de perceber o quanto podem ser extraordinárias para quem olha de fora. A gente se acostumou com aquilo que acontece todos os dias por aqui. Ver o milho sair do campo e ganhar outras formas na indústria, a cana virar açúcar e etanol, o tomate virar sachê e a irrigação permitir quase três safras por ano parece, para quem vive em Guaíra, apenas parte da rotina.
Mas experimente olhar para tudo isso como alguém que chega de fora.
Enquanto o mundo discute que é preciso deixar de vender apenas commodities e começar a agregar valor, Guaíra já vem fazendo isso há muito tempo. O milho que produzimos não termina no grão. A cana vai além da lavoura e vira açúcar e etanol. O tomate chega ao consumidor transformado em produto, enquanto irrigação e armazenagem permitem produzir mais e escolher melhor quando vender.
Para muitas cidades e regiões, algumas dessas conquistas ainda são um sonho. Aqui, fazem parte da realidade. E a gente não percebe o tamanho disso justamente porque cresceu junto com essa história.
Existe um conhecimento construído durante anos, acumulado no campo, nas empresas, nas indústrias, nas máquinas, na tecnologia e nas pessoas que aprenderam a fazer mais com aquilo que temos. É aí que o diagnóstico do Sebrae sobre nosso potencial turístico encontra seu maior sentido.
No fundo, somos uma feira de conhecimento todos os dias.
Temos uma história para contar. Turismo também pode ser descoberta. E a maior descoberta é perceber que aquilo que nós consideramos comum pode ser exatamente aquilo que alguém de fora gostaria de conhecer.
É aí que a FAIG se torna fundamental: transformar esse conhecimento que já existe em uma vitrine para quem vem de fora. Muito mais do que máquinas, produtos e equipamentos, ela pode revelar aquilo que já faz parte da nossa rotina e que ainda é sonho de muitas cidades e regiões.
Afinal, Guaíra já produz valor. Agora precisa mostrar o que sabe fazer.

