Só tinham o trabalho de gastar

Editorial
Guaíra, 3 de junho de 2016 - 10h46

A mulher de Eduardo Cunha, Claudia Cruz, e a filha do presidente da Câmara afastado, Danielle Dytz, afirmaram que a conta que estava no nome delas na Suíça era “abastecida” pelo peemedebista.  As duas prestaram depoimento no dia 28 de abril à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e negaram irregularidades nos gastos milionários realizados pela família no exterior.

Durante manifestação no Conselho de Ética da Câmara nesta quarta-feira, a defesa do parlamentar reiterou diversas vezes que não haviam provas materiais da existência de contas fora do País atribuídas a Cunha. O relator do caso sugeriu a cassação do peemedebista.

Segundo Cláudia, a conta batizada de Kopep “foi aberta única e exclusivamente para custeio dos filhos no exterior”. Ela afirmou à força-tarefa que “não declarou as contas às autoridades brasileiras porque quem era o responsável por isso” era Cunha.

A mulher do peemedebista disse ainda que não fazia ideia qual era o salário de um deputado federal e que nunca perguntou ao marido de onde vinha o dinheiro utilizado no exterior.

Cláudia afirmou que “auferia a renda com a atuação do mercado financeiro e empresarial” e que a família sempre teve um alto padrão de vida e, por isso, considerava os gastos normais. Ela disse também que sempre perguntava a Cunha se poderia fazer aquisições de luxo e ele autorizava.

A força-tarefa da Operação Lava Jato investiga um pagamento de R$ 591 mil realizado por empresa do grupo Libra, doadora do PMDB, à mulher do deputado afastado Eduardo Cunha, Cláudia Cruz. Os investigadores fizeram perguntas sobre o pagamento e sobre os acionistas da empresa em depoimento prestado por ela em abril.

A empresa já foi beneficiada por Cunha no Congresso. Uma emenda apresentada pelo deputado à medida provisória dos portos, em 2013, permitiu que a Libra aderisse a uma arbitragem para sanar sua dívida com a União, segundo reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” publicada em janeiro.

Em seu depoimento, Danielle disse que ainda era financeiramente dependente do pai, apesar de ter uma empresa em seu nome e ter um rendimento mensal que variava entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.


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