Uma vergonha!

Editorial
Guaíra, 6 de dezembro de 2018 - 14h47

Um episódio  ocorreu no voo G3 1446, da Gol, que deixou o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 10h45, e aterrissou no Aeroporto Internacional de Brasília às 12h50, com 20 minutos de atraso.

Um vídeo atesta que  um  advogado diz  educadamente: “Ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando eu vejo vocês”.  Pronto! Foi apenas isto, mas  o ministro responde: “Vem cá, você quer ser preso? Chamem a Polícia Federal, por favor”.  Em seguida, o ministro diz que o advogado terá de explicar para a Polícia Federal o que falou a ele.

O advogado Cristiano Caiado de Acioli  ficou  retido na aeronave por determinação de agentes da Polícia Federal.  Caiado disse que não sabia o motivo de estar sendo retido. O advogado é filho da subprocuradora-geral da República aposentada Helenita Amélia Gonçalves Caiado de Acioli.

“Sou pessoa que tem retidão na vida, procuro não fazer mal aos outros, sou uma pessoa patriota, serena, amo o Direito e o País e acho que todo o cidadão tem direito de se expressar e sentir vergonha ou não pelo Supremo Tribunal Federal. Eu disse o que penso. A gente não vive uma  ditadura neste país. Acho que todas as pessoas têm direito de se expressar de forma respeitosa”, disse, ainda dentro do  avião.  “ A Polícia Federal chegou e perguntou se eu iria causar problemas. Eu falei que eu tenho direito de criticar o Supremo. Eu fiz respeitavelmente, é direito constitucional meu, não causei tumulto nem nenhum tipo de crime. Fiz minha parte que era me manifestar de forma respeitosa. Tiraram cópia do documento de identificação e liberaram o avião. Quando pousamos, fiz desagravo particular meu porque estou muito abalado emocionalmente”, contou.

Uma pena que os demais passageiros do avião não se manifestaram nem contra nem a favor do Advogado!


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