Emerson e a evolução do salão Black & White.

 

Emerson Jerônimo Nicolau da Silva, guairense, 33 anos, empresário da área da beleza, tanto masculina como feminina. Inteligente e criativo, Emerson “montou’ a sua equipe com a esposa Élida e mais seis colaboradores. É pai de David Brian, já foi pintor, pedreiro, cortador de cana, trabalhador rural! Tudo isso lhe deu uma bagagem para se transformar no profissional de gabarito que hoje se apresenta. Bem articulado, fala com facilidade, valoriza o ser humano na sua essência. E quem vê somente a fachada da empresa “Black & White” não imagina que por lá existem profissionais – formados pelo próprio Emerson – que tiveram sua primeira oportunidade de se tornar não só um bom profissional, mas um bom cidadão.

 

Como surgiu esta paixão pela barbearia?

Eu nasci aqui em Guaíra, estudei aqui, mas passei um tempo em Ribeirão Preto e aprendi com meu tio – que tem uma escola de cabeleireiro – esta arte que, já há 20 anos, sigo com muita determinação.

 

Então começou cedo?

Com 10 anos eu já me interessava pelos cortes de cabelo.

 

E como surgiu a “Black & White”? Por que este nome?

Porque havia, antes, certo preconceito entre o cabelo “black” e o cabelo liso. Para mim, cabelo é cabelo, não tem raça. Há pessoas brancas com o cabelo afro e tem pessoas negras com cabelo liso. Por isso o nome, para quebrar um pouco este preconceito.

 

Quem é a sua clientela?

Temos crianças de 6 meses, temos jovens, senhoras e senhores, ou seja, nossa clientela é a família guairense! Não tem como distinguir as faixas etárias, abrangemos a família porque não temos somente um ambiente para cortar o cabelo. Temos um ambiente onde as pessoas entram e fazemos todo o esforço para que elas saiam melhor!

 

Então este é o seu objetivo?

Com certeza!  Nosso objetivo é este, de proporcionar o bem-estar do nosso cliente. Interessante que lá também se gera negócios! Muitas vezes você está precisando de alguém para comprar o seu produto, lá você encontra, ou de uma pessoa que venda este produto, também lá pode-se encontrar. É um lugar onde não há somente os serviços voltados para o cabelo, faz-se negócios por lá.

 

É verdade que a primeira “barbeira” de Guaíra está lá?

Sim, é verdade! Temos na nossa equipe a Dani, a primeira barbeira de Guaíra, formada por nós mesmos. É um diferencial da nossa empresa! Somos 5 barbeiros e a Dani! As mãos femininas são mais suaves, então, ela é muito procurada!

 

Quando você olha uma pessoa o que vê primeiro? É o cabelo?

Por incrível que pareça, não olho o cabelo. A primeira leitura que faço é o que esta pessoa está precisando, o que ela está buscando… Muitas vezes, o cabelo nem importa, mas o que ela tem para falar, o que ela precisa ouvir!  Os clientes conversam entre si e não raro aparecem assuntos que são pertinentes aos dois, há uma troca de experiências e ficamos felizes quando conseguimos conectar os clientes! Surgem amizades dentro do salão.

 

Então, não é somente a venda?

Não é somente a venda! O comércio tem que pensar sobre isso! Não é somente vender uma roupa, um alimento, um produto, é mais do que isso! Você tem que tentar entender aquela pessoa, a venda é uma consequência! O primeiro passo é realmente compreender aquele ser humano que está ali diante de você.

 

Já teve algum cliente que chegou com um modelo pré-estabelecido querendo fazer igual?

É interessante, porque hoje há os “influencers” digitais e desde as crianças que gostam de pintar os cabelos e muitos adultos também, como por exemplo, as mulheres que veem um cabelo na artista da novela, porque a mídia vende muito! Aí temos que ter uma cautela! Nestes casos, mostramos que existem formas melhores, explicamos que vamos fazer um “talento” naquela pessoa.

 

Como isso funciona?

Normalmente, viramos a cadeira! O cliente não acompanha o procedimento pelo espelho para não gerar uma angústia.  E quando a cadeira é desvirada, a pessoa vê que ficou melhor do que ela esperava.

 

Este “ficou melhor do que ela esperava” é uma satisfação do profissional?

Exatamente! Você nunca fala “não” para o cliente! Aí entra a criatividade e experiência do profissional que trabalha com o cliente sempre com a cadeira virada! Ele se distrai com uma revista, com um café e quando o serviço está pronto e este cliente se vê no espelho, a mágica está finalizada! Aí é uma satisfação, porque sempre, sempre, o cliente gosta! Trabalhar com a beleza é fantástico!

 

Quais serviços são prestados por você e sua equipe?

Temos a parte da barbearia, que é destinada ao homem: ele faz a barba, o cabelo, a sobrancelha, limpeza de pele. Temos também o dia do noivo, onde ele pode se cuidar e temos os pacotes. Hoje, o homem desenvolveu a sua vaidade, então, semanalmente ele vai ao salão. Oferecemos a mesa de bilhar, de sinuca, de pebolim, temos cervejas, as músicas, o chope artesanal… Este final de semana tivemos os carros de lanches – que trouxemos de Franca, de Campinas e de Barretos – oferecemos hambúrguer artesanal, churros artesanais… Tudo isso no estacionamento!

 

E para as mulheres?

Todos os serviços, como hidratação, tintura, cortes, alisamento, sobrancelha, maquiagem, todos os serviços possíveis.

 

O homem está mais vaidoso?

Ele descobriu a autoestima! As mulheres dizem umas às outras “como você está linda”… Os homens não dizem isso uns para os outros, mas expressam que o cabelo está bem cortado, que a barba está bem feita. Quando uma pessoa elogia a outra, eleva a sua autoestima. Assim, ele descobriu que estar bem vestido, cheiroso, alinhado, vai trazer benefícios para ele. Ele está se cuidando mais!

 

Você faz uns cortes diferenciados, não é?

Isso se deve aos jogadores de futebol, como Cristiano Ronaldo, Neymar, que influenciam os jovens. Todos nós fazemos este tipo de serviço.

 

Você é agradecido?

Sou grato a Deus. Eu venho de uma família simples, meus pais, Davi Nicolau e Marlene, são de família humilde, mas com grandes valores. Sou agradecido à sociedade guairense, aprendi a fazer o dever de casa, a valorizar o ambiente onde deve reinar a alegria.  Comecei na garagem da casa da minha mãe e fui aprimorando a empresa, toda a arquitetura é minha e todo material usado na ampliação é reciclável. Minha esposa Élida foi e é uma pessoa fundamental nesta caminhada; meus colaboradores, que tenho grande confiança, o João, que tem uma história parecida com a minha, a Isabela, a Dani, o Well, Caique, Taísa, a quem devo muito. A gratidão faz parte da minha jornada de vida!

Entrevistas
Guaíra, 16 de fevereiro de 2020 - 21h58


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