Tipos de lideranças e suas influências na vida do colaborador

Opinião
Guaíra, 24 de agosto de 2016 - 16h22

 

Recentemente, terminei a leitura de um livro chamado “Jogando para vencer: a filosofia de sucesso do maior técnico de basquete de todos os tempos”, cujo autor é John Woden, e, dentre os muitos ensinamentos que traz, o que mais me chamou a atenção foi exatamente o que ele chama de “A força da liderança”.

As organizações de um modo geral necessitam de um bom líder, que saiba conduzir sua equipe à excelência. Não há outra maneira pela qual uma empresa possa se destacar se não tiver em seu quadro funcionários motivados, capacitados e, sobretudo, comprometidos, isto é, que deem seu máximo. E quando tal empresa não possua um líder/gestor que saiba como conduzir sua equipe, dificilmente se destacará em um mundo altamente competitivo.

Há alguns tipos de liderança muito conhecidas. Pode-se destacar a liderança liberal, a liderança autocrática, a liderança democrática e, mais recentemente, surgiu uma nova forma de liderar, chamada de líder coach. Nestas linhas, porém, quero me ater simplesmente à ultima. Mas, antes, irei pincelar todas as outras.  Em uma pesquisa rápida pelo dicionário, a definição de Liderança é “dirigir na condição de líder”; “ser o primeiro em”. Portanto, liderança é saber dirigir, conduzir uma equipe dentro de princípios éticos, morais e, sobretudo, colocar-se à disposição, ou seja, ser o primeiro a “dar a cara a tapa”. É uma característica que contribui para o indivíduo destacar-se seja na vida pessoal ou profissional.

A liderança liberal é aquela que dá, como o nome sugere, liberdade para a equipe, deixa-os à vontade, ou seja, não interfere em suas atividades. Às vezes, o líder liberal deve ficar atento, para que sua equipe não sinta como se não estivesse ninguém para ajudá-los, ocorrendo, assim, erros no processo e desempenho da empresa.

Na liderança autocrática, portanto, o líder centraliza sua atenção apenas na tarefa, no processo em si, deixando sua equipe à parte, em outras palavras, ele impõe suas decisões, desconsiderando, pois, a opinião dos demais. Não é motivador de equipes.

A liderança democrática também conhecida por liderança participativa, onde o líder democrático conduz sua equipe de forma harmoniosa, fazendo com que ela participe mais ativamente das decisões, onde as diretrizes são discutidas em conjunto, levando em consideração todos os membros da equipe; altamente motivador.

As empresas, que queiram extrair o máximo de seus colaboradores, devem investir não apenas neles, contudo, devem enxergar que o líder tem um papel fundamental na sobrevivência desta equipe, o que, consequentemente, refletirá na própria empresa. Por isso, deve-se investir (diferentemente de gastar) em treinamentos, para que sejam trabalhadas as competências necessárias para tais líderes. Por fim, há os lideres coach (treinador, instrutor), é o modelo cujo princípios se baseiam na ética, na confiança na equipe, ou seja, sabe escalar estrategicamente o time, desenvolvendo neste senso de competição, preparando-o para novos desafios. Em outras palavras, sabe delegar com assertividade, motivando continuamente a equipe. Por fim, liderar é saber influenciar as pessoas da cabeça para cima.


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Ricardo Sorati

Ricardo Sorati, 27, é graduando de Administração de Empresas pela Faculdade Barretos.

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