Flavio Tavares Fagundes e sua busca pelo bem do município

Flavio Tavares Fagundes, 28 anos, casado com Veronica Bertussi, pai da Julia, 11 anos e da Lara, 6 anos. Estudou regularmente até o primeiro colegial, depois fez supletivo e está terminado o último bimestre do Curso Superior em Gestão Pública. Nasceu em São Joaquim da Barra, mas se considera tão guairense quanto qualquer outra pessoa que tenha nascido aqui

Entrevistas
Guaíra, 12 de maio de 2019 - 08h30


Teve uma infância boa, em Guaíra?

Sim, morava na Rua 18, minha mãe sempre trabalhou como doméstica, ela se chama Maria Helena Tavares, então dou prosseguimento do nome ”Tavares” em homenagem a ela. A minha raiz, a minha educação, os meus valores, vieram da minha mãe. Eu aprendi a ser homem, com uma mulher. Ela é uma referência. Tenho orgulho deste nome e desta mãe.

 

Hoje, você trabalha em quê?

Hoje sou assessor parlamentar. Eu não planejei, mas aconteceu, conheci o deputado Junior Bozzella e, por conta do meu engajamento, vimos a necessidade de novas lideranças, não somente em Guaíra, mas Guaíra necessita de relacionamentos externos maiores. Não podemos ficar olhando apenas para dentro. Assim, neste caminho, nestas últimas eleições, fui convidado para ser o seu assessor parlamentar e aceitei.

 

E antes disso?

Antes, trabalhei no posto de combustíveis do Aguetoni, trabalhei com porteiro na empresa ”Só Frutas” então, estou seguindo minha vocação com este convite do deputado.

 

O que faz um assessor parlamentar?

Nesse início de mandato, o deputado também é marinheiro de primeira viagem, ele vem da Baixada Santista, ofereci para fazer a campanha dele aqui em nossa cidade e na região. Ele me informou que só não tinha dinheiro, tinha material, mas estava longe da velha política, aquela movida a dinheiro. Então, concordamos em fazer uma campanha pelas redes sociais, com vídeos, com visitas, sem muitos recursos monetários.

 

Então?

Assim, pensei: ”Se eu posso fazer tudo isso aqui, posso também expandir para a região”. Percebi que ele teria condições de ser eleito porque ele já havia sido candidato em outra ocasião e teve boa aceitação. Então, pedi para expandir para outras regiões. De início pensei em Ipuã, Miguelópolis, Barretos, Morro Agudo. Só que hoje estamos com base em 28 cidades. Desta forma, criei um ambiente propício para ser convidado para ser o seu assessor. Na verdade, eu tinha criado este ambiente.

 

E para o futuro?

Continuar com meu trabalho, que é identificar quais são as lideranças em cada município, para que as verbas possam ser investidas. Estamos montando esta estratégia para fortalecer onde possa surgir uma vereador, um líder. Nosso trabalho é este, de fortalecimento, de buscar recursos, manter o grupo unido.

 

Você tem pretensões políticas?

Na verdade, eu tinha mais ambição, mas aprendi que para se fazer o bem para o município, não precisamos estar em uma cargo eletivo. O cargo traz autoridade burocrática, mas a verdadeira autoridade vem de Deus, da Virtude, da Verdade, da Razão. Um homem quando está com a razão, Deus é o seu advogado. Quando você está com a razão não se encontra nenhum homem que te menospreza. O que eu busco hoje, e o que está no entendimento do meu coração é que vou estar à disposição do povo. Vou ser candidato de novo, mas sem aquela ambição, sem rompantes. Como assessor de um parlamentar, tenho a influência desejada para servir nosso povo. Eu quero ser vereador, mas sem a patente, quero servir. Tenho levado para São Paulo reivindicações do nosso prefeito e de prefeitos da região. Estou sendo útil.

 

Antes não era assim?

Não, quando me perguntavam o que eu fazia, eu dizia, sou frentista, sou porteiro, uma hora sou servente, ou entregador, todas estas ocupações são dignas, mas eu não me encontrava. Aí Bozzella chamou: ”Vem pra cá”. Então, hoje eu estou realizado nessa parte.

 

Acha que o deputado enxergou um potencial em você?

Acho que uma pessoa de fora enxergou um valor que as pessoas daqui muitas vezes não conseguiram enxergar. Sou muito grato a Deus primeiramente, porque tenho certeza que foi Deus que me encaminhou para lá – sou grato a Ele. Não existe coincidência, Deus em primeiro lugar, é Ele que posiciona.

 

Tem o apoio da família?

Antes não tinha, minha mãe me alertava que política não é profissão, minha esposa pouco queria saber. A família da minha esposa me ”adotou”. Sou considerado como um filho. Me defendem. Me apoiam. Minha cunhada é minha irmã. Fui acolhido. Deito no sofá, durmo lá, só não tiro a camisa (risos)… Para a nossa cultura, serviço é só dos braços. É da nossa cultura. As mães falam para os filhos: ”Estude para você arrumar um bom serviço”. Temos que mudar este pensamento. Claro que temos que estudar. Isto porque nossa mãe teme que você entre em alguma coisa que não te dê renda. Que não consiga pagar suas contas. Então, tive essa relutância nesta questão. Foi um tabu. Tinham para comigo um cuidado legítimo, um temor de que não desse certo. Meu sogro queria ir até a casa do deputado para conhecê-lo. Hoje, consegui o respeito. E não tenho compromisso com a mentira.

 

Você é respeitado na nossa cidade?

Sim. Mas, acredite, já fui hostilizado. Eu não quero concordar com o que meu pai falava, que era assim: ”O homem vale o que ele tem no bolso”. Não quero acreditar nisso. Eu entendo meu pai, mas não posso aceitar isso. O homem pode não ter dinheiro no bolso, mas tem que ter palavra, postura, valores. Já sim, desfizeram de mim, mas tenho gratidão na alma. Tenho muito respeito por este jornal, ele me deu visibilidade. É um veículo de credibilidade, só escreve quem sabe, quem tem algo a dizer. Para mim abriu portas. Quando comecei escrever no jornal chegaram dizer que não era eu que escrevia no jornal.

 

Você é religioso?

Sou. Não era. Fiquei. Leio o Evangelho, o velho testamento. Fui acolhido na Igreja que frequento. Sou grato a Deus, à vida, à Família, aos amigos, ao povo desta terra que amo com paixão.



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