Juliano Rocha | De coração e bondade que quebram qualquer barreira

Juliano Aparecido Rocha Rodrigues, ou simplesmente Juliano Rocha, 36 anos, solteiro, acumula várias funções na nossa sociedade. Dono de um grande carisma, articulado, inteligente e com uma facilidade impressionante de se expressar, este Taurino tem apenas uma aparência sisuda, mas na realidade o seu coração e sua bondade quebram qualquer barreira

Entrevistas
Guaíra, 25 de novembro de 2019 - 15h06

Católico praticante, é também Ministro da Eucaristia na chamada Igreja da Vila. É ainda catequista e faz parte da equipe da Liturgia, fazendo a celebração da ”Palavra” sempre que necessário. Juliano acha que o povo de Guaíra é muito generoso e solidário e aqui é um bom lugar para se viver! Ele gostaria de ter cursado Direito, para aprimoramento próprio e para aguçar o seu senso de justiça!



Qual a sua formação acadêmica?

Sou formado em Serviço Social e Pedagogia. Sou funcionário público há dezessete anos como Assistente Social.

 

E a rádio?

Na rádio, assumo a função de vice-presidente da fundação Educativa Rádio Alternativa, sou também o jornalista, apresento o jornal de segunda a quinta-feira e na sexta-feira assumo o programa ”Linha Aberta” e ainda tenho um programa musical.

 

São três segmentos somente dentro da rádio?

Exato! Estou no rádio há 10 anos. Comecei na Rádio SEFE, agradeço ao Sr. Sebastião, em memória, que me deu a oportunidade começar. Fiquei um ano na SEFE e, posteriormente, vim para a Alternativa, onde estou até agora. Estou fazendo o que eu amo! Só não vivo exclusivamente de rádio porque sabemos que em cidade pequena, não dá uma garantia financeira, mas rádio é uma das minhas grandes paixões. Depois do meu trabalho de Assistente Social na prefeitura, o que mais amo fazer é o rádio e o Rotary.

 

E o Rotary?

Na verdade sou um dos fundadores do Rotary em nossa cidade. Agradeço à Dona Janete Barini, em memória, foi ela quem me convidou, juntamente com um grupo de 25  pessoas, para fundar o clube. Dos fundadores ficamos: Claudionor e eu até hoje. De lá para cá, entrou o Eduardo, a Gracia Casado e várias pessoas. O que mais me atraiu neste clube foi a possibilidade de servir e a possibilidade a ajudar as pessoas veio de encontro com meus anseios, sempre tive vontade de auxiliar a comunidade! O Rotary me dá esta oportunidade.

 

Essa sua facilidade de se expressar vem com leitura ou experiência?

É uma somatória da leitura com a experiência. Quando entrei para o movimento de jovens, trabalhávamos com a oratória. Nestas minhas andanças sempre tivemos que falar muito, tratar com as lideranças, isso foi me dando bagagem.

 

Você sempre gostou de ajudar as pessoas?

Sempre! Comecei muito novo, com 15 anos já participava da Pastoral da Juventude da Igreja. Fui o representante da Pastoral no Estado de São Paulo, viajei o Estado e também pelo Brasil. Quando comecei fazer a Serviço Social em Ribeirão Preto me envolvi com o movimento acadêmico, fundei o Centro acadêmico de Serviço social na Barão de Mauá, em 2006 fui representante da  Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa do Serviço Social, onde rodei as faculdades de Serviço social, rodei o Brasil, depois entrei para o Rotary e venho me envolvendo mais com a rádio e com o Rotary.

 

O rádio te dá oportunidade de conhecer pessoas, não é?

É verdade! Conheço muito gente e muita gente me conhece! Conheço pessoas de todos os âmbitos sociais. A rádio me deu esta abertura, porque quando comecei tinha um posicionamento muito polêmico. Com o tempo vamos amadurecendo, vamos  pegando experiência, vamos  ponderando e chegando à conclusão que se pode ter uma posição crítica mas de outra maneira.  E aqui, aproveito a oportunidade de pedir desculpas se neste tempo em que estou no rádio ofendi, sem querer, algumas pessoas. Hoje, penso muito antes de falar, reflito, porque entendi que o poder da comunicação é uma faca de dois gumes: tem o lado bom e o lado ruim. Temos que saber ponderar!

 

Então o rádio te ensinou?

Sim e continua ensinando. Hoje, tenho dois princípios básicos: primeiro, a ”Verdade” e, segundo, ”Defender a população”. Trabalhamos em cima disso, temos um jargão do diretor da rádio: ”Pau que bate em Chico, bate em Francisco!” Temos este lema até hoje, defender o que é certo, independente de onde venha.

 

Você já se envolveu em política?

Sim, mas hoje não mais! Hoje sou neutro! Não estou em nenhum partido, já fui filiado no Psol, sai candidato a Deputado Federal em 2010, fui candidato a Vereador em 2012 e hoje não sou candidato a nada! Quero apenas defender o que acho que é bom, que é correto para nossa comunidade e nada mais!

 

Quando o ouvinte faz uma reivindicação, você procura ouvir os dois lados?

Sim! Principalmente quando a reivindicação é sobre o poder público, procuro ver os dois lados e busco resolver, sempre chegando o mais próximo possível de um bom resultado para ambos os lados.

 

Fez amigos no rádio?

Muitos amigos! Principalmente, porque temos a oportunidade de praticar a benemerência. Mas, no caso do rádio, adotamos aquela máxima que Jesus ensinou: o que a mão direita faz, a esquerda não precisa ficar sabendo. Com o Rotary é diferente, porque temos que dar transparência ao nosso trabalho, temos que dar respostas para a população, temos que prestar contas!

 

O que há de diferente no seu programa do rádio?

Temos um diferencial sim! O pessoal gosta muito, que é o caso das notas de falecimentos e dos classificados, onde as pessoas expõem o que elas gostariam de vender. E também finalizo o programa sempre com uma oração, aquela oração universal, de todas as religiões, a oração que Cristo nos ensinou que é o Pai Nosso!

 

Quais os planos para o futuro?

Sem afobamento, no tempo de Deus, espero formar uma família, ter filhos, quero ainda contribuir mais e mais para minha comunidade! Fazer curso e me aprimorar!

 

Teve oportunidade de deixar Guaíra?

Tive várias oportunidades de trabalhar fora! No entanto, sempre coloquei Deus para me ajudar nas escolhas e minha família. Sou muito caseiro, preservo muito o ambiente familiar. Decidi que aqui é meu lugar, independente de ocupar qualquer cargo, não tenho pretensões políticas, quero sim trabalhar para a comunidade através das ferramentas que disponho: Rotary, Rádio e Igreja. O que tiver ao meu alcance para melhorar a qualidade de vida, o conforto do cidadão, eu quero fazer. Busco conscientizar o nosso cidadão, gostaria que ele soubesse dos seus direitos e deveres! Eles precisam aprender a lutar para sua autonomia, a sua  independência.

 

Você é grato à vida?

Passei por momentos difíceis, como todo mundo passa. Mas a vida me ofertou um lar com pai, mãe e irmãs maravilhosos. Moldaram o meu caráter forjado na Palavra de Deus. Minha mãe, Andrelurdes, é um exemplo de mulher guerreira, batalhadora, devo tudo o que sou a ela, ao meu pai Jamil, minha irmã Janaina, as irmãs por parte de pai: Lucélia, Ludmila, Franciele, meus familiares que contribuíram para minha educação. A minha mãe, no entanto, é a personificação da bondade, está passando por um pedacinho difícil, mas vamos superar juntos. Minha palavra de ordem é ”Gratidão”. Sem Deus nada seria possível, sendo grato a Deus, o destino vai abrindo portas. Tem uma frase do Fernando Pessoa que eu carrego comigo ”Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Este é meu lema de vida. Costumo dizer que obstáculos todos nós enfrentamos, vamos superando e vivendo um dia de cada vez. Tendo Deus, não importa a religião, buscando a Deus, fazendo as orações, vamos criando forças para superar o que vier.



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