Destre | Uma história de dedicação e amor a profissão, voltado ao campo

Carlos Roberto Rosa Destri – Engenheiro Agrônomo, formado pela Universidade Federal de Viçosa, desde 1979, pós graduado em “Proteção de Plantas”, casado com Sonia  A. de Albuquerque Destri, Engenheira Civil, aposentada pelo Banco do Brasil, pai de Dr. Felipe, advogado tributarista, formado pela “São Francisco” e  Guilherme, Engenheiro Civil, formado pelo “Politécnica”. “Destrão”  hoje, é referência na área da Agronomia, acompanhou a evolução das chamadas “lavouras”, na parte do Agro  em nossa cidade, tem orgulho de ter investido na educação dos filhos e é agradecido à sua cidade natal pelo reconhecimento da sua dedicação.

Entrevistas
Guaíra, 14 de outubro de 2019 - 17h14


Por que escolheu a Universidade de Viçosa?

Fiz inscrição em Jaboticabal e em Viçosa, mas os vestibulares Coincidiram. Já tinha alguns amigos que estavam prestando vestibular em Viçosa: Horácio Matsuura, o saudoso Flávio Ogoshi me incentivaram e como já havia alguns engenheiros, aqui, como o Helio Matsucuma, Helio Junqueira, resolvi acompanhar os amigos, passamos nos exames e ficamos por lá…

 

Nunca se arrependeu?

De maneira alguma. Fiz um excelente curso que me forneceu base para deslanchar na profissão…

 

Você escolheria este curso novamente se fosse possível?

Faria tudo de novo. Antes mesmo de me formar, fui contratado por uma empresa que tinha um ramo em Guaíra, era a empresa de José Ribeiro de Mendonça. Posteriormente tive outra proposta, desta vez vindo da empresa do Sr. Menininho, (José Pugliese). Fiquei na CAROL durante 8 anos até pensar em abrir minha própria empresa…

 

Antes de ”abrir” a sua empresa, trabalhou bastante em favor do Agro negócio, não é?

Sim, trabalhei com o Dr. Aloisio Lelis Santana, prestei serviços para Otávio Junqueira Leite de Moraes, de Orlândia, que era um dos donos da Comove, presto serviço, já há 31 anos,  terceirizado para o Banco do Brasil. Trabalhei muito com a pesquisa. Chegamos a plantar alho, cebola, introduzi o pimentão em baixo dos pivôs, batatinha, beterraba.

 

Como está a sua empresa ”Plantar” hoje?

Tenho grandes clientes por todo o Brasil, alguns são pessoas de nossa cidade que têm propriedades fora. Faço projetos para Rondônia, mexo no Bioma da Amazônia, sempre respeitando o meio ambiente. O Banco do Brasil por ser um banco oficial tem que respeitar as áreas de APP, diferenciando o que é o bioma amazônico de reserva legal. Então trabalho praticamente do Estado de São Paulo para cima, tudo tem que ser legalizado, temos que obedecer todas as normas ambientais.

 

Antes de se formar você já amava trabalhar com a terra?

Então, antes de fazer faculdade eu fiz o curso de Técnico Agrícola, em Jaboticabal. Estudei no maior colégio da época, o Aurélio Arrobas Martins, morei com o Sr. Juvenal Passos Nogueira, uma pessoa íntegra, diretor de escola, que me levou e assim que me formei, voltei para cá e fui trabalhar com pesquisas. Nesta época Guaíra era praticamente só algodão. Estive em São Paulo, para assinar um contrato com a Bhaer com o Gustim de Melo, irmão do Carlos e do Claudinei, ganhei uma bolsa de estudo, fiz o cursinho, fui embora para Viçosa e o contrato com a Bhaer  deve estar até hoje lá esperando minha assinatura (risos).

 

O pessoal mais velho te orientou?

Quando cheguei aqui foi um inicio difícil. Eu era novo e as pessoas ficavam receosas e falavam ”Este rapaz aqui, que ficava jogando pedras nos jacarés no bosque é quem vai tomar conta disso?” (risos), mas logo depois reconheceram minha dedicação e começaram a procurar meus serviços. Dei assessoria, por exemplo, ao Sr. Antonio de Oliveira Lima, da fazenda Barcelona…

 

Teve oportunidade de morar fora do nosso estado?

Tive oportunidade de gerenciar uma grande empresa chamada Frutinor, na Bahia, que estava começando o plantio de tomate…

 

Você teve inúmeras oportunidades, quem está formando, hoje, terá estas oportunidades?

Eu penso que demanda muito da escola que ele frequentou. As boas escolas ainda têm um peso grande no currículo. Vou te dar um exemplo de casa: Quando o Felipe optou por fazer a faculdade de Direito eu disse ”Tudo bem, mas tem que ser no Largo São Francisco” E assim foi, depois foi a vez do Guilherme e aconteceu a mesma coisa, foi fazer Engenharia Civil na Poli. Hoje eles  são autossuficientes nas suas áreas, são excelentes profissionais o que muito me orgulha.

 

Você investiu na educação de seus filhos, não é?

Investi e hoje sou recompensado por saber que são dois excelentes homens, profissionais competentes que, até hoje, estejam em que país ou Estado ou lugar que estiverem, ligam para a mãe, ligam para casa dando conta de onde estão e o que estão fazendo…

 

A esposa Sonia…

Quando fui para Viçosa, os alunos que chegavam tinham que esperar desocupar alojamento. Eu morei, numa república com um irmão da Sonia, que era professor da Faculdade e muito rigoroso. Um dia, passaram algumas garotas em frente à república e os amigos falaram, aquela é a irmã do professor. Eu pensei: Vou namorar esta garota. Quando voltei das férias, Sonia já estava dentro da faculdade, tinha passado em primeiro lugar no curso de engenharia civil e eu pensei ”Tenho que melhorar minha genética” (risos), comecei primeiro com amizade com irmã dela e pedia para o Horácio Matsuura escrever os bilhetes porque minha letra era muito feia. O Horácio escrevia e entregava para ela. Começamos namorar, nos casamos e somos companheiros até hoje…

 

É agradecido?

Sou agradecido a Deus. À vida que me forneceu amigos e oportunidades ímpares. Agradecido a minha esposa – Sonia – companheira, amiga, de caráter firme; aos filhos que Deus me confiou; sou agradecido aos meus pais e a todas aquelas pessoas que passaram por minha vida, que citei alguns nomes acima que me ensinaram  muito em valores, em exemplos, que acreditaram no meu potencial profissional. Aprendi muito com os Muraishi, Yamashita, Takahashi, com o saudoso Sr. Antônio Manuel da Silva, pai do Junão, pessoas íntegras, corretas, honestas…



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